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Tássia Reis é dona da própria cabeça em álbum que a põe no topo com mix refinado de samba, rap, soul e R&B

Postado em 09 de Setembro de 2024


Capa do álbum ‘Topo da minha cabeça’, de Tássia Reis José de Holanda com arte de Leandro Assis ? OPINIÃO SOBRE DISCO Título: Topo da minha cabeça Artista: Tássia Reis Cotação: ? ? ? ? ? Ter abordado o repertório de Alcione em programa de TV em 2021 e em show de 2022 acabou norteando parte do caminho trilhado por Tássia Reis no quinto disco estúdio da cantora e compositora paulistana, Topo da minha cabeça.

A cadência do samba está entranhada no disco lançado hoje, 9 de setembro, em edição da Xiu, com 10 inéditas músicas autorais, sendo seis produzidas por Felipe Pizzu. Dez anos após ter debutado com o EP Tássia Reis (2014), a artista de 35 anos – de início associada primordialmente ao universo do hip hop – apresenta álbum multifacetado.

O samba está lá, mas mixado com soul, funk, drill, R&B e jazz em refinado coquetel rítmico, embebido na ancestralidade afro-brasileira.

A ambiência jazzística da música-título Topo da minha cabeça (Ralph Leite Junior e Tássia Reis), formatada com produção musical de Barba Negra, já aponta no início do disco a trilha sofisticada seguida pela artista.

Na sequência, Brecha (Felipe Pizzutielo e Tássia Reis) é samba altivo que aponta o dedo para quem tenta pisar no pescoço das mulheres negras.

De batida mais sinuosa e embasado em batucada, o samba Asfalto selvagem (Felipe Pizzutielo, Tássia Reis e Theodoro Nagô) hasteia a bandeira de quem sobreviveu e jamais se calou diante da farsa da democracia racial.

Em seguida, Nós vestimos branco (Felipe Pizzutielo e Tássia Reis) estiliza a levada do ijexá com toque funk em tema que celebra o culto das religiões de matriz afro-brasileira e, ao mesmo tempo, alveja o fundamentalismo religioso.

Tão crazy (Felipe Pizzutielo, Tássia Reis e Theodoro Nagô) é R&B que põe fé no romantismo sensual do gênero.

O cantor paulista Theodoro Nagô divide a interpretação da faixa.

Outro convidado do disco é o rapper sambista Criolo, presente em Só o tempo (Felipe Pizzutielo e Tássia Reis), azeitado mix de neo soul, samba e rap.

É a faixa em que entra em cena a Tássia projetada como rapper nas quebradas da cidade de São Paulo (SP).

A rapper domina a cena no autorretrato moldado no drill Rude, colaboração da artista com a DJ e produtora carioca EveHive.

O drill tem toque de funk.

Música situada entre Só o tempo e Rude, Sol maior (Felipe Pizzutielo e Tássia Reis) ilumina samba buliçoso que flerta com as tradições do gênero.

Parceria de Reis com o roqueiro punk Kiko Dinucci, Previsível ganhou a forma de pop indie de textura psicodélica que alarga a costura do disco.

A faixa escapa da moldura do álbum, expandindo os limites da artista.

No arremate do disco Topo da minha cabeça, a artista segue a cadência bonita do samba no molde mais clássico do gênero, mote de Ofício de cantante (Júlio Fejuca e Tássia Reis), aliciante faixa enraizada no terreirão afro-brasileiro.

Dona da própria cabeça, como já mostrara no álbum Próspera (2019), Tássia Reis chega ao topo da discografia com coeso disco que a mantém conectada com a ancestralidade em refinada mistura de samba, rap, soul e R&B.

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